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Ventosa certa para cada material: o guia prático para não errar na escolha
Escolher a ventosa errada para sua aplicação custa mais do que parece: desgaste prematuro, falhas de picking e produtos danificados. Este guia explica como selecionar o tipo, material e tamanho correto para cada situação.

A ventosa é o componente que toca o produto. É o ponto de contato entre o seu sistema de automação e tudo que ele precisa movimentar, posicionar ou fixar. Por isso, é também o componente que mais sofre quando foi escolhido errado — e cujos efeitos mais aparecem na operação: taxa de falha de picking acima do aceitável, desgaste em semanas em vez de meses, produtos riscados, amassados ou contaminados.
A VMECA oferece mais de 200 modelos de ventosas organizados em 21 famílias. Neste guia, vamos direto ao ponto: como escolher a certa para cada tipo de material e aplicação.
Passo 1 — Identifique a superfície do produto
A geometria da superfície é o primeiro filtro de seleção. Cada família de ventosa foi projetada para uma característica específica:
Superfície plana e lisa (chapas metálicas, vidro, papelão liso): séries VF, VDF ou FCF. A série VF entrega a maior força de levantamento da linha, disponível de 15 mm a 300 mm de diâmetro.
Superfície levemente curva (embalagens, tampas, garrafas): séries com fole — VB, VBF ou VBL. O fole compensa automaticamente a curvatura e variações de nível sem ajuste manual.
Superfície muito curva ou irregular (peças moldadas, tubos, garrafas de vidro): série VD (ventosa profunda) ou Magic Cups com lábio DD ou MBU para superfícies côncavas.
Superfície porosa ou rugosa (pedras, mármores, chapas corrugadas, espuma): série VS com almofada de esponja — a única opção que veda em superfícies onde nenhuma ventosa convencional funciona.
Passo 2 — Escolha o material do lábio
O material do lábio determina a vida útil, a resistência química e a adequação sanitária da ventosa. Os principais são:
NBR (Nitrila): resistência ao óleo e desgaste. Ideal para chapas metálicas oleadas e aplicações gerais. Temperatura: -20 a 110°C.
Silicone branco FDA: aprovado para contato com alimentos e uso farmacêutico. Temperatura: -70 a 200°C. Obrigatório em plantas com certificação BRC ou FSSC 22000.
Poliuretano (PU): maior resistência ao desgaste de toda a linha — ideal para aplicações com alta frequência de ciclos e superfícies abrasivas. Temperatura: 0 a 60°C.
Uretano: equilíbrio entre resistência ao desgaste e ao óleo. Boa opção para aplicações automotivas e industriais gerais.
Passo 3 — Determine o tamanho e o nível de vácuo necessário
O diâmetro da ventosa e o nível de vácuo disponível determinam a força de levantamento. A regra geral: a força de sucção deve ser pelo menos 4× o peso do produto para aplicações verticais e 8× para aplicações horizontais com risco de deslizamento. A VMECA fornece tabelas de força de levantamento por modelo para cada nível de vácuo (-20, -60 e -90 kPa).
Casos especiais: quando a ventosa padrão não serve
Sacos plásticos: Magic Cups com lábio tipo X, XP, U, F ou P — cada um otimizado para espessura e tipo de filme diferente.
Componentes eletrônicos e wafers: série VOU (oval universal) em silicone condutor, ou Ventosa Flutuante sem Contato NF para peças que não admitem toque físico.
Objetos com formas variadas: Gripper de Espuma V-Grip, que se molda à superfície do produto independente da geometria.
"A ventosa mais barata do catálogo é quase sempre a mais cara na operação. O custo real está na frequência de troca, nas falhas de picking e nos produtos danificados — não no preço unitário do componente."
A seleção correta da ventosa começa com a análise do produto, da superfície, da cadência e do ambiente. A equipe técnica da DLS Automação faz essa análise presencialmente e entrega a recomendação com base nos dados reais da sua linha — não em catálogo.
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